Segundo o pediatra Dr. José Henrique Goulart da Graça, as doenças mais freqüentes no verão são aquelas associadas à perda de líquidos e conseqüente desidratação, que pode ser causada por diarréias, vômitos ou suor intenso. As queimaduras solares e as micoses também são mais freqüentes, e nesta época aumenta o número de acidentes por causas externas. Mas os pais não precisam se desesperar: para tudo existe prevenção e, em último caso, tratamentos simples que contornam cada situação.
A desidratação é muito comum no Brasil, acometendo milhares de crianças todos os anos. Caracteriza-se pela perda de líquidos e sais minerais, podendo ser fatal caso os sintomas não sejam percebidos a tempo ou o estágio se agrave. Esta perda de líquidos pode ser ocasionada por vários fatores, como o suor intenso devido ao calor, vômitos e diarréias causados por vírus ou pela ingestão de alimentos contaminados. Para evitar que isso ocorra, é aconselhável que as crianças sejam mantidas em ambientes arejados e com sombra, usando roupas leves e ingerindo líquidos constantemente. As frutas e os legumes devem ser bem lavados, e os alimentos (que com o calor estragam mais rápido) devem ser comprados em menores quantidades e mantidos na geladeira.
O principal sintoma de uma criança desidratada é a sede, mas algumas vezes elas não se queixam disso. Por este motivo, ofereça sempre líquidos ao seu filho, sem esperar que ele peça. Quando a perda de líquidos é grande, devido à diarréia ou vômito, a criança apresenta as mucosas secas, a boca sem saliva e os olhos ressecados e fundos. Além disso, a criança fica um longo período sem urinar e a pele se torna mais seca, formando pregas quando pinçada. Nos bebês a moleira apresenta-se deprimida ou baixa, caso a criança esteja desidratada.
Se uma desidratação for constatada, dê muito líquido para a criança. No entanto, Dr. José Henrique diz que "este líquido deve ser administrado em pequenas doses a cada dez ou quinze minutos, ao invés de uma grande quantidade de uma só vez". O soro caseiro é indicado sempre que houver suspeita de desidratação, podendo ser obtido a partir de uma colher de chá de açúcar e, uma colher de café de sal, misturadas em um litro de água. A diarréia pode ser contida com a ingestão de alimentos leves, como frutas, arroz, batatas, torradas, sopas e chás. Evite os vegetais crus, comidas apimentadas ou gordurosas e os produtos industrializados. No caso de vômitos, dê alimentos leves à criança e procure um pediatra para indicar um remédio, se for necessário.
O passeio ao ar livre, além de ser muito agradável, é benéfico à criança porque a exposição ao sol ajuda na absorção de vitamina D. No entanto, alguns cuidados essenciais devem ser tomados para evitar queimaduras graves e possíveis incidências de câncer de pele no futuro.
Segundo o Dr. José Henrique, a criança de um mês já pode ser exposta ao sol, desde que seja pela manhã e com protetor solar. Além disso, a cabeça da criança deve estar sempre protegida e os bebês não devem ficar no sol por mais de trinta minutos (quinze de frente e quinze de costas). Mesmo as crianças mais velhas, que não possuem uma pele tão sensível como a dos bebês, não devem ficar expostas ao sol entre as 10 e 16 horas, período em que a incidência dos raios ultravioletas é maior. É importante lembrar que, mesmo nos dias nublados, o uso do protetor solar é indispensável.
Muitas vezes uma brisa faz com que a criança não sinta o ardor da queimadura, por isso os pais devem ficar atentos e levá-la para a sombra assim que for verificada uma vermelhidão na pele. Segundo o Dr. José Henrique, é sempre melhor prevenir, mas no caso de uma queimadura a criança deve permanecer em locais bem arejados e usar roupas leves e macias. "Aplicar uma loção pós-sol também ajuda muito", diz.
Além dos cuidados com o sol, os pais que levam seus filhos à praia ainda devem tomar outros tipos de precaução, principalmente em praias poluídas. Fique atento para que o bebê não engula areia ou água do mar, e prefira encher a piscina dobrável com água doce. Para evitar a contaminação por micoses, forre sempre a areia com uma toalha. Em caso de contaminação, procure um dermatologista que indicará o tratamento específico.
Fonte: http://www.saude.com.br
Profº Diego
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