
SACHAR, Louis – Martins Fontes
EA família de Stanley Yelnats é muito azarada. Por isso ele não se espantou nem um pouco quando um erro da justiça o mandou para um centro de detenção juvenil, o Acampamento do Lago Verde. Lá não há lago nenhum- faz mais de cem anos que secou- e aquilo está longe de ser um acampamento- como punição, cada um dos rapazes tem de cavar um buraco por dia, de um metro e meio de profundidade, um metro e meio de diâmetro, na terra dura do leito seco do lago. Os responsáveis pelo centro proclamam que o objetivo desse trabalho sem pé nem cabeça é formar o caráter, mas é mentira. Stanley precisa desvendar a verdade. Nesta história maravilhosamente inventiva e cativante, ao mesmo tempo séria e engraçada, Louis Sachar tece uma narrativa que embaraça e desembaraça, até ficar claro que a mão do destino andou interferindo na vida dos personagens- e seus ancestrais- por várias gerações. É uma história sombriamente humorística de crime, castigo e redenção.

BOYNE, John – Companhia das letras
Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus. Também não faz idéia de que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos de que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e, para além dela, centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com um frio na barriga. Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai. 'O menino do pijama listrado' é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável.

SARAMAGO, José – Companhia das letras
Um homem vai ao rei e lhe pede um barco para viajar até uma ilha desconhecida. O rei pergunta como pode saber que esta ilha existe, já que é desconhecida. O homem argumenta que assim são todas as ilhas até que alguém desembarque nelas. Este pequeno conto de José Saramago pode ser lido como uma parábola do sonho realizado, como um canto de otimismo em que a vontade ou a obstinação fazem a fantasia ancorar em porto seguro.

NAYLER, Sarah – Panda Books
A chegada de um novo bebê na família muda a vida de todos. Principalmente das outras crianças da casa. Elas têm medo de perder a atenção e o espaço que possuem. Não conseguem entender bem como as coisas funcionarão dali para a frente. Por isso Kes Gray resolveu explicar como funciona a gravidez e como o novo irmãozinho se forma dentro da barriga da mamãe, passo a passo, em seu livro 'Vou ganhar um irmãozinho'. Enquanto acompanha todo o desenvolvimento do bebê nos meses de gestação, a criança vai criando laços afetivos com o novo membro da família. Também entende as transformações na rotina dos pais. Com ilustrações da escocesa Sarah Nayler e um formato inovador, o livro explica o desenvolvimento do bebê usando referenciais do universo da criança. Compreendendo o crescimento do bebê e acompanhando as fases da mamãe, a criança passa a entender que faz parte daquilo tudo e perceberá que o novo bebê não será um problema, e sim um presente.

SCHILLER, Pam, ROSSANO, Joan
Ensinar e aprender brincando é um recurso único para professores da educação infantil com atividades individuais e grupais para todas as áreas do currículo, incluindo linguagem e alfabetização, matemática, ciências, artes plásticas e dramáticas, música e movimento.

PAWAGI, Manjusha – Melhoramentos
Na casa de Meena havia livros por toda parte. Não apenas nas estantes, onde os livros geralmente estão, mas em todos os lugares onde geralmente eles não estão. Havia livros nos armários da cozinha, nas gavetas, nas mesas, e também nos guarda-roupas e nas cômodas. Havia livros sobre o sofá, sobre as escadas, uns entulhados na banheira e outros empilhados nas cadeiras. Os pais da menina amavam os livros. E Meena odiava todos eles. Um dia, Max, o gatinho de Meena, estava se equilibrando sobre a pilha de livros para crianças, dos quais a menina nunca havia aberto sequer uma página, Quando Meena foi salvar o gatinho, os livros despencaram, e de suas páginas saíram personagens, animais e pessoas, invadindo a sala e fazendo uma grande bagunça. Esse acontecimento mágico leva Meena a conhecer o fantástico mundo da literatura.

FLORA, Anna – Companhias das letras
Em 1979 ela estava com catorze anos e morava no bairro de Vila Madalena, na cidade de São Paulo. Seu coração batia forte muitas vezes - e anos depois ela se lembraria por quê. Porque aqueles eram tempos que pediam do coração das pessoas uma solidariedade forte, uma vontade de fazer alguma coisa. Salvar a pracinha da rua Jericó, por exemplo, levar comida e carinho para preso político, publicar um jornalzinho na escola, divulgar abaixo-assinado, participar de passeata, namorar os estudantes da República dos Argonautas. Como no antigo mito grego, também na Vila Madalena se navegava uma nau carregada de sonhos. Ela era menina, mas aprendeu rápido que valia a pena abrir os olhos e sonhar com um outro modo de ser para o mundo.

TOGNETTA, Luciene R. P. (org.) – Mercado das letras
Por que tratar de virtudes no cenário da educação? Em tempos modernos, a psicologia moral resgata o conceito de virtude e o integra a um estudo sobre a natureza da moral. Uma virtude é uma força que age ou que pode agir assegurada por um caráter espontâneo e, portanto, ligada às disposições próprias do sujeito que age... Mas como tratar dessas virtudes na escola sem apresentar uma fundamentação consistente que justifique esse trabalho? Por tal motivo, os estudos apresentados apontam, além de justificativas teóricas numa perspectiva interacionista, dados empíricos de pesquisas que podem comprovar a presença e a necessidade das virtudes em questão em contextos escolares, bem como propostas de uma educação que atenda aos princípios éticos tão desejados pelas instituições que ensinam.